MANUEL DE SOUZA NUNES
GOVERNANTE GOVERNO DO SENADO DA CÂMARA 48º (QUADRAGÉSIMO OITAVO)
GOVERNANTE DA CAPITANIA DO RIO GRANDE DO NORTE, NO PERÍODO DE 28 DE SETEMBRO DE 1774 A 19 DE FEVEREIRO DE
1791
PRECEDIDO POR
JOAQUIM FÉLIX DE LIMA E
SUCEDIDO POR
CAETANO DA SILVA SANCHES
MANUEL DE SOUZA NUNES
Por vacância no posto de Capitão-mor,
em razão do falecimento de Joaquim Félix de Lima, novamente assumiu o governo
da Capitania o Senado da Câmara, na conformidade da Ordem Régia de 12 de
dezembro de 1770, a qual determinava: Em caso de morte ou qualquer (outro)
impedimento do governador, seja este substituído por um triunvirato composto
pelo Ouvidor da Comarca, o Vereador mais antigo e o oficial de guerra de maior
patente, O Vereador deveria ser anualmente substituído, Quanto ao Ouvidor,
sendo cumulativamente da Paraíba e do Rio Grande do Norte, residia na Capitania
vizinha e estava sempre ausente, razão porque, assinalam VICENTE DE LEMOS e
MEDEIROS, raras vezes figura seu nome nos papéis oficiais (1980, p. 58), Esta
fórmula seria adotada por vasto período, posto que só em 1791 assumiria o novo
Capitão-mor, Caetano da Silva Sanches. Já se tinham passados mais de seis anos
quando manifestou-se o Conselho Ultramarino, consoante informam aqueles autores
(op. p. 57), ao registrarem este governo do Senado da Câmara (1774- 1791): A
respeito dessa transmissão de governo, que evidentemente ocorreu período, há na
Caixa nº 6 (1753- 1824), rotulado com o número 414, do Arquivo Histórico
Ultramarino, um documento que ratifica o evento sucessório e, ao mesmo tempo,
convence de que houve, apenas, uma tentativa para mudança da situação com a
nomeação de titular para o cargo. Após esta nota introdutória transcrevem
referido documento, aqui reproduzido na integra: 1781 - 15 de fevereiro.
Consulta do Conselho Ultramarino sobre nomeação de pessoa para o posto de
Capitão-mor do Rio Grande do Norte, por três anos, que se acha vago por
falecimento de JOAQUIM FÉLIX DE LIMA, em 1774 (seguiu-se, desde então até esta
data, o Governo do Senado da Câmara), Foram indicados: Mathias Gonçalves
Pereira, Manoel da Victória e Luiz Pinto Ozório da Fonseca Guedes. Em primeiro
lugar, seguiu o nome de Mathias Gonçalves Pereira.
FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO